Hoje finalmente acabei a transformação do meu blog: como devem (ou então não) ter reparado, o nome do blog e URL do blog mudaram de novo. Não se apoquentem: é desta!
Mas seguindo em frente, porque razão se chama o blog "Onda de Sol"? Porque não "Raio de Sol"? E eu digo, "simples". A luz não é um raio, é uma onda ;) Raio é o da trovoada, o do "raistaparta" e, sobretudo, o do "Raio de Sol" do meu amor [Olá Sofia! =D ]
Dito isto, vou vos falar um pouco sobre o Sol. O Sol, para quem não tem estado atento às notícias nos últimos 4,7 mil Milhões de anos, é a estrela que serve como ponto central à volta do qual a Terra roda. Mas atenção: o Sol não é o ponto à volta do qual todo o Universo ou até a nossa galáxia roda! Antes pelo contrário, o Sol (um pedaço de matéria com uma massa de, aproximadamente, 1,300,000 Terras) mais não é do que um pixel duma parte longínqua do centro da galáxia Via Láctea. Portanto, é pequenino. O que faz pensar até que ponto é que nós próprios não somos ainda mais pequeninos. Mas adelante!
Antes de me alongar mais, queria antes deixar aqui uma síntese rápida daquilo que se pensa ser a evolução de uma estrela comum, do tipo igual ao nosso Sol (conforme o seu tamanho, a sua evolução será diferente). Uma estrela nasce através das poeiras originadas que começam a agrupar-se no espaço interestelar. Estas poeiras podem lá estar desde o ínicio do Universo ou até serem provenientes de antigas estrelas. Para terem uma ideia das dimensões, este espaço onde as moléculas se juntam pode ter um diâmetro de 50 a 300 anos-luz e ter uma massa de 100000 a 10000000 massas do Sol. As partículas começam então a sofrer a acção da gravidade umas das outras e devido a isto, vão se juntando e juntando. Esta junção nem sempre é feita com os pedacinhos de matéria a colarem-se alegremente. Na realidade, é tudo menos isso. Imaginem qualquer coisa mais virada para a queda do meteorito que lixou os dinóssauros e percebem a ideia =) Mas seguindo em frente, esses choques entre partículas começam a gerar energia e esta energia alimenta reacções químicas e nucleares. A certa altura (tipo uns largos milhões de anos), forma-se a protoestrela e os protoplanetas (deve-se notar que a mesma nuvem de poeira que forma uma estrela pode também formar planetas. É interessante de constatar que (ah "raisparta", esqueci-me de falar que as nuvens estão em rotação), os planetas do Sistema Solar com maior quantidade de massa são os 4 primeiros e a cintura de asteróides: todos os outros planetas são o aglomerado dos gases que se escaparam para os fundos da nuvem-mãe do nosso Sol. SIM, havia o Plutão, mas já nem é planeta ;) e o mais provável é ser "alienígena").
Vou fazer outro apêndicezinho: o elemento mais simples do Universo (e também o mais comum) é o Hidrogénio. Não é mais do que um protão e um electrão a rodar à sua volta. Todos os outros elementos evoluem através das reacções nucleares que se originam nas estrelas (do Hidrogénio ao Ferro, subindo o número atómico) ou nas explosões subsequentes da morte destas (do Ferro até todos os outros mais pesados). Talvez já tenham percebido, que uma estrela morre quando "queima" todos os elementos até ao Ferro, um elemento atomicamente extremamente estável.
A estrela começa então a queimar hidrogénio e fá-lo-à durante muito tempo e à medida que o faz, vai aumentando o seu tamanho. Quando se aproxima do fim do seu ciclo de vida, a estrela (do tamanho do Sol, volto a repetir que conforme o tamanho, varia a evolução) aumenta exponencialmente de tamanho e torna-se uma Vermelha Gigante: tal deve-se ao facto de que não existem mais reacções nucleares no núcleo. Todo este é agora Ferro e as reacções nucleares dão se apenas numa camada exterior da estrela. Quando também estas reacções se extinguem, ficamos na presença de um Anão Branco.
Antecipando uma pergunta imediata: SIM, quando o Sol chegar ao estado de Vermelha Gigante (espera-se que dentro de 5 mil milhões de anos) ele estará suficientemente grande para que englobasse a Terra. Pelo lado bom, antes de ele chegar a esse ponto o brilho/energia emitida por ele já será de tal forma elevada que a vida na Terra já não será mais do que uma lembrança e como a massa do Sol vai diminuindo, de qualquer forma a Terra já terá escapado para uma órbita mais distante e apenas o pobre Mercúrio deverá ser engolfenhado.
Antes de continuar, quero pedir desculpa por todas as falhas científicas e/ou de linguagem presentes nesta mensagem. Tal deve-se a dois factores:
1) Sono
2) Simplesmente, é muita coisa!
Para terminar, quero apenas dar a resposta a duas coisas: "porquéque o Sol é amalelo?" e "se o Sol fica mais brilhante e a emitir mais energia com o passar do tempo, então como é que ele conseguiu evitar que a atmosfera Terrestre no seu ínicio não se perdesse?".
A resposta à segunda pergunta é a seguinte: de facto, modelos computacionais têm provado que na altura da formação da atmosfera terrestre, o Sol emitiria menos 70% do brilho que emite hoje em dia. Este é um paradoxo bastante interessante da Astrofísica, dado que essa emissão de energia não seria suficiente para a criação de uma atmosfera como a que temos hoje. A explicação comummente aceite mas não dada como certa (ainda ninguém deve ter pensado muito nisso) é que a atmosfera terrestre era muito maior do que a que existe hoje em dia e era constituída por maior quantidade de gases com efeito de estufa, que assim retiam mais facilmente o calor no nosso planeta.
A resposta à primeira pergunta, esperem pela próxima mensagem ;)
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2 comentários:
Tu tens uma maneira de escrever tão engraçada =)
Estava a pensar no mesmo quando li isto xD
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